Dirigente do Grupo 66 com a bandeira nacional numa formatura

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Contribuir para o crescimento de uma geração, cuidar de um parque com cerca de vinte hectares que poucos Grupos conseguem ter, e voltar a ser criança de vez em quando. Nem é necessário ter sido Escoteiro.

A missão dos Escoteiros de Portugal é educar os jovens para desempenharem um papel ativo na sociedade. Não é uma frase de circunstância: é o que acontece num sábado à tarde, quando um Lobito de oito anos consegue à quarta tentativa o nó que não sabia fazer, ou quando um Explorador de quinze organiza sozinho, pela primeira vez, uma atividade para a patrulha inteira. Quem está ao lado nesses dois momentos é um adulto voluntário.

O privilégio de ter um parque

E depois há o parque. Cerca de vinte hectares de pinheiros, eucaliptos e sobreiros no coração do Ribatejo, com balneários, cozinha de campo e zona de cerimónias. Dá para acampar em tenda e para acantonar quando o tempo não ajuda.

E dá para muito mais do que aquilo que já lá está. O arvoredo e o declive do terreno permitem montar arborismo, slide, escalada e rapel. O Rio Sorraia corre ali ao lado e abre a porta a atividades aquáticas, canoagem incluída. Não é hipótese teórica: é espaço à espera de quem o queira construir — e essa pessoa pode ser um voluntário adulto com uma ideia na cabeça.

Ao contrário da realidade da maioria dos Grupos do país, que reúne numa sede e vai acampar a terrenos emprestados. Nós temos casa própria, e ela recebe Escoteiros de Norte a Sul.

Cuidar disso dá trabalho: há mato para cortar, tábuas para pregar e torneiras para arranjar. Mas poucas pessoas podem dizer que ajudam a manter de pé um sítio que milhares de jovens tiveram, têm e terão o privilégio de usufruir.

Ninguém avisa os adultos de que também se divertem

Vais acampar. Vais cozinhar ao ar livre e comer melhor do que esperavas. Vais cantar coisas ridículas em volta de uma fogueira, aprender a fazer um pórtico com corda e madeira, e descobrir que ainda sabes subir a uma árvore.

Há momentos, em pleno serviço, em que se volta a ser criança. Isso, por si só, já paga o esforço — e é a parte que ninguém escreve nos regulamentos.

Deixar isto melhor do que o encontrámos

Baden-Powell pediu que deixássemos o mundo um pouco melhor do que o encontrámos. Um voluntário adulto não faz isso com discursos: faz com presença, sábado após sábado, na vida de gente que ainda está a decidir quem quer ser. É lento e quase nunca se vê a acontecer. Vê-se dez anos depois, quando um antigo Lobito aparece a dizer que vai ser Dirigente.

Não é preciso ter sido Escoteiro

A Associação é clara: a adesão ao Escotismo é livre e deve ser feita sem barreiras. A única condição é a vontade de assumir os valores da Lei do Escoteiro e do Compromisso de Honra.

Grande parte de quem hoje mantém o Grupo 66 a funcionar chegou por outra via: pais que vinham deixar um filho e ficaram, vizinhos que apareceram para dar uma mão num fim de semana, antigos Caminheiros que voltaram anos depois.

Também não é preciso estar à frente de uma divisão. Quem quer trabalhar diretamente com os jovens forma-se para Dirigente e acompanha uma das quatro divisões. Quem prefere outro tipo de contributo tem onde: há o parque para manter, contas para fazer, transporte para organizar, um armazém que precisa de mãos.

A formação existe, e não sai do teu bolso

A ENFIM — Escola Nacional de Formação Insígnia de Madeira — tem cursos com calendário anual, para quem chega sem saber nada e para quem já anda nisto há vinte anos. A Associação publica ainda materiais e vídeos formativos ao longo do ano.

Os cursos têm custo. Na prática, é normalmente o Grupo que o suporta por quem se compromete: formar um Dirigente é um investimento do Grupo, não uma despesa de quem se voluntaria.


Aparece num sábado à tarde na Sede, das 15h às 18h. Fala com quem lá estiver e vê como é. Foi assim que quase todos começaram.

Quero ser Escoteiro

O que vais fazer

  • Ver crescer os jovens que acompanhas, ano após ano
  • Ajudar a cuidar de um parque de atividades escotistas
  • Acampar, cozinhar ao ar livre e voltar a ser criança em serviço
  • Formar-te na ENFIM, a escola de formação da Associação

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